terça-feira, 16 de abril de 2013

Nossa dança

 
Falava baixinho
no ouvido da memória,
daquela história
que permaneceu.
 
Culpava
meus horários dispersos,
meus olhares incrédulos
na mansidão de seres meu
 
Aguçava
a solidão culpada,
remexendo o baú do ciúmes,
um museu do que faltou.
 
 
Respondeu-me com pergunta
feito brisa e carinho
levemente,
também baixinho
Somente isso o que pensou?
 
Me dizia
por que me esquecia

das noites
e chegada com flores,
envolvidos
em perfumes de amores
o fim da saudade
com o começo da tarde.
 
 
Sorri.
como dissesse em silêncio,
Tens sempre razão
feliz
eu me rendo,

 
Trouxe-me
as lembranças
do quanto fomos inteiros
esquecendo meus devaneios
 
quando me pegava aflita,
pois sofrer não mais havia,
sendo tudo tão completo
não sabia o que lhe dar.
 
Disse então que me acalmasse,
conheceste enfim
o amor
não há o que explicar.
 
Milene Cristina               

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