terça-feira, 9 de abril de 2013

Você. Meu livro

 
Movo-me no silêncio, entre falas guardadas pela ausência da certeza. Nas janelas fechadas, abre-se meu querer indeciso complicando o simples, mudando o sentido. Convidando-me à passear onde as novidades não mais chegavam. Adoçando meu café frio, aquecendo minhas mãos, no quente lugar da descoberta. E no lamento do dia que se vai, entrego-me ao impulso de folheá-lo mais uma vez, fiz de você meu livro.

Milene Cristina

3 comentários:

  1. Que este livro da solidão te livre.
    Que o amor seja o próximo capítulo.
    E que o final, sejam mesmo as reticências...

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  2. Preciosa a forma de expresar esa maxia dos libros: a esencia do inmutable, do inmóbil, do que non se altera, fixo eternamente, encadeado con palabras, pero que nace e morre unha e outra vez, a medida que lemos, e que nos fai experimentar emocións, ás veces as mesmas, ás veces diferentes, unha e outra vez. Un pequeno universo na nosa man que se transforma e que nos transforma a nós unha e outra vez, a pesar de non cambiar nunca.

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