domingo, 7 de abril de 2013

Sapato baixo


Da alma imensa de pequenas coisas, detalhes necessários a Ela. Tomada de acanhamento natural, gosta de mergulho em versos que fazem doer, lembrar do que achava inesquecível. Há sempre em seus contornos, a  procura pra não se perder, oscila entre mulher e menina . Castiga-se em sua costumeira falta de habilidade em dizer não. Faz sonhar melhor, quando se deixa envolver no fim de tarde, recebendo o carinho do vento em seu rosto, o lento sair do sol destacando as nuvens, fazendo parecer cama de abraço, perfeita pra descanço, o amansar da urgência em amar ou a ausência dessa vontade. Em seu querer, labirintos em meio à um campo vasto de liberdade. Usando seu sapato baixo, segue com suas palavras anotadas por auto-defesa, da clareza de que alí se encontra, montando e desmontando o sentir.

Milene Cristina

5 comentários:

  1. Lindo, leve e livre. Amei a tua poesia menina, cheia de delicadeza. "..gosta de mergulho em versos que fazem doer, lembrar do que achava inesquecível." A gente sempre experimenta um pouco disso. Bom estar aqui <3

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    1. Linda a maneira e as palavras com que me visita, acompanho sempre o que escreve, tenho passado discretamente em seu cantinho.Feliz :) por passar por aqui. Beijo Bárbara!!

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  2. Olá Milene ! agradeço a sua visita.

    Que lindo blog, adorei as imagens e a sua suavidade nas palavras.

    Beijos!

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    1. Oi Aline!! Obrigada por passar por aqui, vou sempre estar no Eterno Outono, breve primavera. Me fez bem passar por lá. Beijo!

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  3. Es tremendamente prolífica, Milene. Paso uns días lonxe das teclas do ordenador e posteaches unha morea de poemas. Pero vounos ler todos con coidado e agarimo.

    É interesante ler as palabras "gosta de mergulho em versos que fazem doer", porque poñen en relación o mesmo contido do texto coa súa forma, esta prosa poética tan linda. O comentario é un pouco formal, se cadra impersoal, de frialdade académica, pero ocorréuseme, e non quería deixar de dicilo. Polo demais, é unha composición que eu só podo sentir, xa que non entender. Non sabería explicalp en palabas, pero as doces palabras das túas frases parecen falar de tristeza, de desacougo e de indecisión, da desesperanza de sentirse a cabalo entre unha realidade e outra. E ó cabo, iso é o importante.

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