sábado, 6 de abril de 2013

Desapego da ternura

 
No carinho de minhas mãos
em seus cabelos,
 costume.
Incontrolável permanência em você
Me atiro retirando o choro contido,
de distâncias presentes em nossos silêncios
Há em nós o desapego da ternura,
Constatação ao rolar das horas
 que imploram por não deixá-las passar
Na pouca luz do quarto,
 posso enxergar minhas urgências
Perturbando o dormir forçado,
O abraço que não quero sentir
não é mais meu..
Se faz pequeno o lugar,
Sufoca-me o espaço desocupado em mim
Deixo sobre a mesa, o papel do adeus
já subentendido em meu olhar.

Milene Cristina




2 comentários:

  1. Xa estou a visitar os blogs duns cantos brasileiros, es eempre lles digo o mesmo: fálolles en galego porque coido que se é máis parecido ó portugués que o castelán, pero tamén podo falar castelán. Espero que se me entenda.

    Moitas grazas polo teu comentario.


    Gustoume moito o teu poema, cheo dunha tristura desesperanzada do amor que escorrega e se perde entre as mans, entre as sabas, entre as paredes... Unha paixón convertida en agobio e claustrofobia. Unha sensación que ás veces teño experimentado.

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    1. Obrigada Fénix por vir me visitar e por ficar mais um pouco. Gostei muito do que escreveu no " Fragmentos de mi persona" sobre o silêncio. Lindo.Espero que sempre passe por aqui.

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