domingo, 9 de abril de 2017

espelho do dia

Aconchego-me nos varais
enquanto pousam os pássaros
a ignorarem meu corpo parado e triste
Previram meu passado
e a dramática maneira minha
de viver
É recém chegada a lucidez por debaixo deste sol
ela revela minha loucura através do espelho do dia, pois nada pode ser escondido do tempo
pede-nos alma
e os rastros
que deixamos na passagem
são demasiadas palavras frias
Mesmo a inércia trai-me,
ao deixar um buraco profundo
por eu não caminhar

5 comentários:

  1. A primeira imaxe que se me veu á cabeza foi un cadáver pálido tirado nun campo de trigo, pero á beira dun pantano.

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    1. Ótima imagem. Bem fiel ao sentir. Um abraço Fénix

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