segunda-feira, 27 de maio de 2013

Abraçando o frio


E o que faço agora
se tudo demora
há horas em mim

Desfechos intermináveis
escolhas sem opção
talvez me encolha
talvez recolha
tudo o que for
não

Remediando
odiando
adiar,
armar-me em renúncia.

Pronunciando
os olhos tristes
amortecendo

envelhecendo
sonhos.
abraçando
o frio

invadindo
o vazio
que quer
se evadir

chegando ao fim.

Milene Cristina

8 comentários:

  1. São versos muito bonitos, Milene.

    Admiro muito quem tem esse poder de construi-los tão bem.

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  2. Concordo com o amigo Luís Fellipe Alves, há muito de mim nesses versos e fico feliz por saber que naturalmente há muito de mim nos outros.

    Parabéns.

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    1. Obrigada Anderson. Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos uns com os outros. Abraços!

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  3. Gosto dessa poesia sutil e ao mesmo tempo densa!
    Bjus

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  4. Mas acho que já disse isso antes :P

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  5. Non só me gustou o poema, senón a disposición física dos versos,
    esmorecendo pouco a pouco
    até chegar
    á fin.

    Encantoume esta estrofa: "envelhecendo sonhos. abraçando o frio"

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  6. Bonita tua maneira de moldar os poemas.. e vou levar dele duas rimas para os meus sonetos que não lembro ter usado ainda.. recolha e escolha.. bjs lindo dia

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