quinta-feira, 12 de julho de 2012

"As lentas nuvens fazem sono"




As lentas nuvens fazem sono, 

O céu azul faz bom dormir. 
Bóio, num íntimo abandono, 
À tona de me não sentir. 

E é suave, como um correr de água, 
O sentir que não sou alguém, 
Não sou capaz de peso ou mágoa. 
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro 
Saber que é ele que vai indo... 
E só em sono eu vou primeiro. 
E só em sonho eu vou seguindo.
 
                                                                     


                                                                           

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