Escrevo como quem procura dor entre as rosas
compor o nada
a exatidão de minha miséria
uma ideia de branco desejo
disputando espaço com a inércia
não sabendo meu nome
meu insone modo de caminhar
sufoco as paredes,
as noites,
os dias sem respirar
alienada, separei-me do meu mais antigo companheiro
o silêncio
ele guardava meu ser, meus medos e asas
e agora essa boca boceja palavras
inúteis
buscando repor o vazio se esvaziando
nem mesmo um mínimo pedaço está refeito.
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