quinta-feira, 13 de março de 2025

Ouvidos de trovão

Confesso. Repito - me

Meus olhos - lupa
Sobre viver
Me toma o dia ,
Ouvidos de  trovão
Gritando não
Beijando loucamente
a vastidão de meus pensamentos
Que me roubam e me cercam
Ah... Acarecio a solidão
tem o rosto tão pálido quanto o meu
já anêmica como eu
Sem fôlego
palavra já ineficaz para o estômago
Me empurro ao escuro
Me dizem da minha calma
e fala
pequenina
alucinadamente paciente
passeio
possuo
Resistente ?
circulo implacável comigo
falando no mudo.

Um comentário:

  1. Cada dia, um após outro, o peso de ser sempre aumenta, né?
    Eu me identifico com sua poesia, mas talvez esteja me repetindo.

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