sexta-feira, 3 de maio de 2013

Escolhi o entardecer


Não tenho aberto as portas para o barulho, minha alma pediu-me paz, atendi com compreensão. Era com sufoco que deixava os ruídos chegarem a mim. Sons que machucavam meus sonhos, mal dizeres de vozes cheias de tons de mentiras, vazias verdades, não havia razão pra deixar o volume alto do que se tornou pequeno pra mim. Não ergui muros, nem redomas, fiz apenas o pedido pra me deixarem a sós com o silêncio, faço prioridade em tê-lo em meu dia, como um retiro de tudo com face de nada, de vazio. Escolhi o entardecer pra esse espaço que abri, ouço ecos dessa quietude aguardada, como um fio em direção ao vasto lugar da mudança.

Milene Cristina

3 comentários:

  1. que lindo Milene !

    você escreve textos tão delicados.

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  2. Enténdote moi ben. Milene (ó cabo, eu escribín unha vez un poema ó silencio). Moitas veces síntome identificado con aquilo que escribes coas túas fermosas palabras.

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