sábado, 2 de março de 2013

Caminho certo

Clara noite, expedição escura em meu ser, nesse processo raízes produtivas outras sem cultivo.
Me vejo quase como um milagreiro, em meio ao breu, cruzando as matas fechadas dos sentimentos. Passo pelos zumbidos assustadores dos insetos inseguros. Faço-me  estátua pra que não me vejam os animais selvagens da raiva, do ciúme. Vou indo com uma mochila esperançosa, cheia de primeiros socorros para a tristeza ou solidão. Vou cortando as ervas daninhas da desilusão..Do desamor. Decido por um instante de descanso, me banho no rio claro do olhar de mãe, e volto a me explorar. Vou seguindo. Já não está tão escuro.  Consigo avistar os pássaros cuidando de suas moradas nas árvores da alegria, invade meus olhos os raios de sol do perdão, tudo melhora ao redor.
Chego em uma estrada de terra, longa..Não se vê seu final, apenas placas de avisos, me parece sempre estiveram por alí. Indicando: Caminho certo, vá em frente...Siga seu coração.

Milene Cristina

5 comentários:

  1. Amei! E consegui me imaginar fazendo esse caminho, porque sua descrição detalhada, cheia de sutilezas, me permitiu isso.

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    1. Obrigada Silvya!! Feliz por ter passado por aqui. Beijo!!! :)

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  2. Oi Milene! Muito bom este teu texto. Hoje estava olhando uns poemas mais antigos meus, daí lembrei que comentei contigo no blog para o qual às vezes escrevo algo sobre brincar com as palavras, quando reli um poema meu em em específico... Daí achei que você poderia se identificar com o texto. Aqui vai:

    ONDE ESTÁ O BARRO?

    Voltemos a brincar de adivinhação,
    pois a primeiro sentido é aquele
    que se adivinha...

    Voltemos a brincar de adivinhação,
    pois o primeiro sentido é aquele
    ao qual não cabe correção...

    Voltemos a descobrir
    o que não pré-existe e
    a fazer pré-existir
    o que descobrimos...

    Voltemos a perceber
    a mágica como verdade
    e o fato como ilusão...

    Hoje somos detetives
    de nossas dúvidas,
    reféns de nossas
    abstrações...

    Salvos por falsas respostas
    como livres entre quarteirões.

    Voltemos, pois...

    a ter asas nos pés
    e barro nas mãos...

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    1. Oi Diego,achei lindo!! Me identifiquei demais principalmente no dia de hoje, é engraçado como tudo se encaixou comigo.
      "Voltemos, pois...
      a ter asas nos pés
      e barro nas mãos". Beijo Diego. Agradeço por passar por aqui, também estou sempre no HB!

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    2. Ah!Diego. Posso publicar seu poema aqui no meu blog? Se passar por aqui novamente, dá um ok pra eu saber se tudo bem. Um beijo!!

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