terça-feira, 21 de março de 2017

sexta-feira, 10 de março de 2017

Poeira




O chão seco
escreve
a poeira
do que foi
passo a mão
em meus pés
colho o verde incansável
eu permaneço
para além da secura
ou do passado
uma porção de sol
alimenta os meus ossos
reage meu corpo à desilusão
visando um encontro
com um equilíbrio
que renasça a beleza do caminho.

domingo, 5 de março de 2017

...

Falo de nuvens
e pesadelos
um modo meu
de quebrar
os vidros
das janelas
e respirar

quinta-feira, 2 de março de 2017

.



como
romper
teu silêncio
com tua
face
distante
semblante onde habitava o mar

beijar
lembranças
sonhar
depois da insônia

meus
dedos
a sublinhar
o teu nome

Some
num piscar
ressentido
escrito
na parede
do esquecimento

receio dela
o cinza
com linhas
vertigem sem ti