sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Valsa só (fragmentos)

A respiração como onda
indo e vontando
Tão vasto peito
sua solidão é feito jardim
a esperar primavera
Se cala quando a tempestade cai
E os tremores sobre os telhados
Tropeçam e rolam
e cessam no chão escuro.
transformando lembranças
em espelhos
encostados no passado

domingo, 18 de setembro de 2016

pequenina

Arde
arte
Transborda infinitos
Castigo
Alegria
O dia entediado
nos engole devagar
Jogo palavras nessa boca
pintando cores esparramadas
No muro
Na claridade da arte
Resistindo
Quero me livrar
Enxergar-me nos outros
Nas coisas escondidas
Estampadas
Tapando lábios
Escorrendo nas lágrimas

Disse um dia a uma pequenina
quando escrevia no barro seco do quintal :
Flui teu silêncio
Constrói aos berros
A delicadeza da arte.