terça-feira, 31 de maio de 2016

estradas de vento

Dissolve as portas
Amarelo dourado
estações que acabaram solitárias
é canto
é dor
desabrocha nas flores
receosas contemplam os pesadelos
angústias disfarçadas de palavras
sua permanência desprende um pertencimento errôneo
sem frutos
cala tua boca
reserva a alegria das janelas e estradas de vento
busca asas em pés firmes
chão, onde as pedras são mutantes de olhos amáveis
.

sábado, 14 de maio de 2016

Quase entardecer



Sã ?
a desordem atravessa o raio de sol
a cumprir as palavras de olhos desertos
de bocas que silenciam o dia
minha agonia é semelhante a do frio de outono a esperar seu fim
todas as faces que me beijam distorcem os traços por detrás de meu corpo
solto
o pássaro cantador reflete sua fragilidade no lago tranquilo
reflito
o destino do meu nome
Esqueço
 e me atenho a uma porção de esperança
Meu querer ?
uma voz doce que me faça despertar.