sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

onde quer estar agora ?

fragmentos

 
recolho a embriaguez
ela circula sobre a cama
 
acinzenta o dia
o remédio de sol
 
 
remediar
e levantar
a desordem
 
Não me conte sobre o teu dia.
 
 
não sou forte o bastante ?!
tenho em mim um pesadelo.
 
Onde quer estar agora ?
 
no antes do vício
no saber da alma
 
 
 
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

da rua nossa

A ânsia,
sinto agora como loucura pura e desastrada vontade, que torna o silêncio um objeto brando de desconhecimento. As previsões eram de gargalhadas sobre os telhados a esperar o afeto depois do apagar dos olhos do céu, mas não ! Bastou-me a boca de todo meu desejo e dor, arrancar-me do espaço meu inventado a dois ferir meus sonhos ante a poesia da rua nossa. Palavras. Ah ! Todas agora são pedras sobre rosas, lâmina trajando nuvem inquieta ... Inquieta. Onde agora vou caber ? Onde a tristeza não terá tão triste aparência ? A minha proposta ao Tempo tomará outro rumo, e não sei se Este ainda haverá ( Nunca sabemos ).
O esquecimento acena-me ao longe , tem a face calma , calça os sapatos do desencontro, fazendo do vento distração derradeira .