domingo, 23 de agosto de 2015

coisas, amores e palavras



Rema na secura das portas
cada passo entreaberto 
Raízes ignoram teus olhos
sem lágrima, ainda verdes
Temor e distâncias
entrelaçam o cabelo da juventude só
Ouvidos e pássaros passam por teu corpo
a pensar no nada e na ingratidão
Faz como quem sonha
antecede o horizonte que veio da janela
Tela ou destino
abrigo sereno e perturbador 
reage à poesia
e à fumaça do vício. resquícios
das coisas
amores e 
palavras

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

não ser

Contra o tempo
e toda dor


o instante 
quer permanecer

Traçando melodias
na manhã
como todas

nada sabemos

segura o peso do papel em branco
( esse vazio insistente por dentro )

Vivendo posso quem sabe aprender
a não ser ( e tudo bem )

a distância tudo parece perdurar

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

onde moras ?

Tento lidar com a busca
há um fascínio nas palavras
há o silêncio
a loucura
a verdade que dança sob a ilusão
habitante de um tempo fugaz e interminável
onde moras ?
Talvez nas cores e sombras
no amor e na sobra
na boca a denunciar a saudade
num abismo inventado
que é quase um pertencimento.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Agosto

.
.


Escrevo você para me lembrar