terça-feira, 27 de janeiro de 2015

é a luz que entra pela porta

às moscas
o prato
a palavra sorrateira nos arredores de minha boca
O corpo inquieto
Teto e brasa
Dá-me asa
para me sobrevoar !
E olhar esse quadro remexido
e as cores escorrendo
Remo sem mar
zumbido
quase um cantar, é a luz que entra pela porta
E o que importa ?
Se a escuridão fez de mim teu nome e lugar

Falo às seis com a cama
Hoje o sol é branco
Espanto, quase dor
Relógio
 e o plágio que fez de minha carência
( Vou sentir saudade. )
 Realidade faz a porta se fechar.