terça-feira, 8 de dezembro de 2015

da rua nossa

A ânsia,
sinto agora como loucura pura e desastrada vontade, que torna o silêncio um objeto brando de desconhecimento. As previsões eram de gargalhadas sobre os telhados a esperar o afeto depois do apagar dos olhos do céu, mas não ! Bastou-me a boca de todo meu desejo e dor, arrancar-me do espaço meu inventado a dois ferir meus sonhos ante a poesia da rua nossa. Palavras. Ah ! Todas agora são pedras sobre rosas, lâmina trajando nuvem inquieta ... Inquieta. Onde agora vou caber ? Onde a tristeza não terá tão triste aparência ? A minha proposta ao Tempo tomará outro rumo, e não sei se Este ainda haverá ( Nunca sabemos ).
O esquecimento acena-me ao longe , tem a face calma , calça os sapatos do desencontro, fazendo do vento distração derradeira .

Um comentário:

  1. Os meus aplausos para este texto, que é excelente.
    É um verdadeiro poema , de resto.
    Milene, continuação de boa semana.
    Um abraço.

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