segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

às 2h47

Rasgo o poema
Feito de saudade e suor
Qualquer ponto faço de ti um atalho
Interrogação
Escravidão e cansaço
Passo partido
E
quase estou liberta
As horas alheias e cheias de beleza
Apertada em meus braços finos
Veias a contar o fim do ano
Provisórios planos
Por hoje ignoro meus vícios.










sábado, 13 de dezembro de 2014

esquecimento


Dizer não sei
Minha vontade é compreender
enxugar as lágrimas até mesmo das árvores sem frutos
qualquer canto diz
e os pássaros me fazem voar
mas mantenho meus receios
 prisão-pensamento

um destino de cartas em branco
são os dias dessa estação
fazendo-me
ser de mim despedida

Quem sou na manhã de meus olhos ?
versos solitários me fazem companhia
em meu caminho , um esquecimento.