segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quase sincero

É cortante o silêncio depois das seis
Me olhas assim e também me cortas.

Finjo flagrar a alegria, finjo vê-la escorrer das crianças que brincam com o tempo. Tu me vêm numa altura além de um céu, o azul dele está mais perto e é quase sincero. Tenho engolido o tédio ao reinventar a sanidade, mas nunca gostei de me alinhar, sempre foram tortas minhas linhas, finas quase invisíveis aos outros olhos. Hoje, queria sentir fome de qualquer coisa que saciasse meu corpo e meus pensamentos. Mas tu não me ouves, eu mesma nem sei o que digo, foges a olhar um horizonte teu. Eu vertical e pobre vou me unir aos que descansam sem nenhuma ilusão.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O tempo zumbe em meus ouvidos, e esse enxame me aprisiona.

( canto segundo_ livro: Fogo Pálido. Vladimir Nabokov )