domingo, 31 de agosto de 2014

Do que vejo

Falam
Os vidros
O sofá
As revistas velhas na sala
(nada dizem)
A tv grita o fim de tudo
Eu mudo de lugar a roupa de amanhã
Fala-me a chuva que enfim chegou
Digo:
Posso agora respirar
Fala o passado
O instinto
E o vazio
Meu vício fala que se cansou
Falam todos os amores que me amaram
Gotejo
Em meu silêncio frio
Calo meu mundo
Mudo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

E escrevo



Vou ao fundo do inverso
deitando sobre a insensatez 
Sobre mim, 
versos antigos a engolir minhas memórias


e escrevo , 
sedenta de infinitos
minhas mãos me suportam
fadigam meus pensamentos
e escrevo
Repito-me na insistência da dor
Invado


Nem mesmo a nudez
Traz alguma sombra de leveza

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Engasgo

Quero furtar as rosas escuras
do sofrer
Me enfeitar
e ignorar a razão
Gritar esse engasgo
de fumaça e espera
Quem dera eu 
pudesse não mais conter
Sangrar meu silêncio
cuspindo nos que me vestem
sem conhecer o sentido
de eu nada sentir
Caberá nesse minuto infinito rasgar meu sorriso
folheando  poemas de amor.