domingo, 18 de maio de 2014

Cruel e sensato

Não fui
ainda não sou
perdida e consciente
menti para o espelho
e para o tempo
Ah ! O tempo
cruel e sensato
Cabe às vezes em minhas mãos
Mas nunca o toquei
E o que faço?
São sinceros os anos.
E passaram
já passou
nesses minutos que escrevo
sem me enxergar.
Há de lavar-me a tempestade
do disfarce em que me visto
Terei talvez a coragem dos que vivem
Renascerei pela manhã.