quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Girassol vive mais.

Ensaio escrever pelo caminho
como estivessem minhas mãos remendando brisas
Em mim um arborizado sem respiro
Ilusório caminho
Nem mesmo tenho poeira nos pés
E não há a fadiga sob o sol
Girassol vive mais.
Num rumo disperso
pintando o céu com meus olhos
Nuvens. Engano meu pensar serem meu descanso
Não mereço seu tom branco e leve
Vejo não ser breve
me dispor
Pesos amarelados
que olham
para um horizonte velho
Não há suor em meu rosto
Nenhuma praça a me abrigar
Nem mar
Nem chão de terra
Nem a espera no asfalto.

Milene Cristina

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Talvez seja amor

E se for amor
Cairei na tua dor
Sentirei tua alegria
Até o dia que for pra outro lugar
Aguardarei tua fúria
Tua loucura
Doce
Doce e triste
E viva
E pálida sem espaço
Pois
Depois
Será depois
Talvez seja amor.


Milene Cristina

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ao pensamento


Dê-me espaço
.
.
Para nascer de mim
Todas essas moradas de portas fechadas

Por cordas
Seguro-me em ti
Em voltas perco-me
És desaguar

Me tens nas mãos
E não lhe alcanço

Cansa-me tua tempestade
Receio não ser mais vento
Sei que brisa nunca serás

Peço que abrigue minha súplica
Não vista-me como vício
Não deixes pobre meu coração.

Milene Cristina

domingo, 5 de janeiro de 2014

Formas

Das formas que em nada constituem
Subo no mais alto dos desencantos
Rezo aos céus
Fechos de pontos meus
Como fosse um rascunho.
Vários rascunhos
no mesmo papel
Quadrados incoerentes são meu lar
E das linhas retas tenho apenas
o acenar .
A vertigem me chama
Estou dentro dela
Circular e frágil
Mas faminta em me manter
em seu labirinto .

Milene Cristina