quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Doce estupidez

Do enjoo
à euforia da mudança
açoitaram-me essas palavras minhas
gêmeas sem cor
Você. A causa
dessa náusea
que hoje me liberta
Não quero mais que me empreste
seu olhar
essa proposta de saudade
Não me inspira
sua mania de estar em mim
Meu grito
não mais sussurra
Fui burra
doce estupidez
Lapidei meus restos
indigesto movimento
a vomitar passado
estradas tontas
tortos passos
Deixo por terminar os versos
antes que volte
a me jogar
em seu abismo comum.

Milene Cristina

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Superfície

E no peito antes sereno
um habitar de amor faltando
roda entre fios de vontade
sem verdade alguma
sem rumo, floreando dor
expondo lágrima sem gosto
existindo em rosto pálido
sendo foco de palavra pouca
e a voz antes rouca
se cala
se amarra no olhar sutil
nesse extenso e amarelo frio
dissolve sonhos
faz seu leito
na superfície do amor.

Milene Cristina

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Do adeus


Tropecei no sonho
abandono em ilusão
Arranquei sorrisos
do que não vi
insisti
levei;
Abracei coração
sem dono
escolhendo o caos
Falei
quando as palavras
não eram meu sentir
E calo
diante do amor que se foi
quando o adeus traz silêncio
Adormeço
pra novamente sonhar.

Milene Cristina