terça-feira, 23 de julho de 2013

Quem sabe...



Há sentidos em mim tão profundos, dores minhas inventadas. Agonizo em pensamentos. Círculos em mim. Não dou chance à felicidade tão desconhecida em meus dias saudosos do meu olhar. Arrisco uma ou duas tentativas para o amor, mas logo canso e volto pro descanso em meu corpo viciado em medos só meus. Penso exageros do meu eu tão perdido. Tudo parece agredir meu mundo, minha escolha pela busca de algo que não sei nome, se irá valer a pena essa despedida insistente do meu rosto quando nada falta. Peço ao silêncio que não me deixe tão entregue a ele. Pois, refúgio não é calma quando se torna costume. Quem sabe interrogue aquela que fui, em um raro momento de entrega.

Milene Cristina

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Fomos



Amor...
escrevo, para renovar meu passado que mal passou. Me desmanchando no silêncio, recompondo. Visualizando a cor dos dias perdidos num branco querer. Respiro minha pausa, sendo meu alvorecer. Lembrança à passar  o que foi antes horizonte. Rabisquei meus passos na junção de nós. Grãos de areia. Nós mudamos de lugar, nada mais azul, nem o (a) mar que nos levou.

Milene Cristina


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Deixo

Saudade...
porque se perdes no vento da tarde
alimentando lágrimas
mesmo quando o dia sorri pra mim
Dispensas afeto,
pois não é teu querer
escolhendo aconchego
diminuindo o viver

Faz da dor
antes apenas no peito
se espalhar corpo inteiro
Se deleita em teu lugar
Absorvendo qualquer motivo
de sonho
de haver algo bom
sem você a me embriagar

És forte
insistente em lembranças
parecendo dança
sem sentir
deixo então me cercar

Milene Cristina

domingo, 14 de julho de 2013

Confissão

Gosto do cheiro e do gosto da falta
do olhar perdido na janela
criando espera
compondo saudade
Gosto do vento que sussurra sentidos
quando a tarde se despede
e me pede sem palavras
Gosto de respirar silêncio
escutando os passos
do abraço a chegar
Gosto de sentar-me num banco
dissipar pensamentos
enquanto confesso ao tempo
que nada sei sobre o amor.


Milene Cristina

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Doce amargo


Balanço aquele amor ninando a saudade. Deixando o beijo guardado enquanto ainda sinto teu gosto. Oposto meu, por que és o reflexo em meu espelho ? Expresso minha dor dizendo não aos seus sorrisos provisórios, querem sempre me calar. Vou. Revejo as palavras que não deixei esquecer, e a caixa do futuro de nós continua lá, alimentando esse presente meu. Não é você meu destino, é o alucinar do meu dia, a promessa refeita. Tem o doce amargo de uma noite de chuva .

Milene Cristina