domingo, 30 de junho de 2013

Seu eu em mim

Ouço o barulho do relógio
mais não estou no tempo
Flutuo, questionando tudo ao redor
Sei De cor minhas respostas
vejo entornar minhas palavras.
 
Quero outra visão
a opinião do teu olhar
que sempre teve os pés no chão.
Traz meu café amargo
me entrega doce de tuas mãos.

E junto, tua diferença que me incomoda
que assola minha mania de sonhar
Vem. Interrompa meus passos
sem caminho certo.

( Desconversa fazendo correr devagar meu dia,
   curando minha intensa busca por amor)

Milene Cristina

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Melancolia



Tento iluminar nossas palavras que nada respondem, agradando o que nos trouxe de bom, evitando machucar nossa história com as mentiras que foi consolo. E nesse insistir incompleto, percebo que o encanto foi embora. Silencioso abandono. Ah! Quanto mais direi desse amor? Melancolia cansada, já não me quer com ela aqui dentro. Me entrego à saudade deitando-me em meu vestir avesso, meu disfarce de amor que está para chegar, faço novo o velho querer do abraço , só nele me encontro.

Milene Cristina

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Penar


Que pena...
o que não foi necessário
levar...
Se me fiz pequena
se fingi ser serena
minha vontade de amar...
Que pena...
os desperdícios
os vícios
que em nada me consumiam
nem extrema alegria
quando meu corpo
nada pedia
nem o namorar com a tristeza
nenhum contorno sedutor da vida
Que pena..
Ingênua ilusão
que nas horas do dia
toma-me toda
me desmonta
afronta a teimosia minha
de negar.

Milene Cristina

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Admiro o sofrer...


Sou o pingo que insisti em cair
mesmo com o cessar da chuva
Sou curva que em nada chega,
linha reta da incerteza
Sou abraço preguiçoso,
ansioso em receber
Sou o ter invisível,
indisponível querer

Tenho em mim manhãs
de noites mal dormidas
Investidas no nada
em inventadas palavras de amor
Tenho a dor em meus caminhos
Desalinho constante
como um troféu em uma estante
Admiro o sofrer

Sou calma menina sem brilho nos olhos
sempre a procura do que procurar
Se amarro ou se solto
Amarroto,
fingindo não ver o que  foi
Insistindo em encontrar

Em mim saudades
que não passam
ultrapassam
me enlaçam no passado

Há cuidado
exagerado
encostado
ali guardado

Onde escondo
 o que em mim
 não encontro

Num lugar que não sei como chamar.


Milene Cristina


sábado, 1 de junho de 2013

Aquele estranho


Avanço no descanso
onde batem todas as asas
que abrasando
me abraçam

Instinto carente
exigente em ser
arriscando
em teu amor
me perder.

E do cansaço
de outrora
acho graça
invasor de mim.

Prefiro esse exagero
não mais pertenço
ao pouco
ao outro
aquele
estranho
ruim.

Milene Cristina