domingo, 28 de abril de 2013

Pele


Naquela pele, onde em cada poro havia um pouco de amor, onde queimava em noites frias, esfriando-se quando o dia pedia lágrima, quando a dor latejava seu costume de alegria. Sentia abraços constantes mesmo estando só, muitas vezes foi sua própria companhia, era sensível diante a solidão, arrepiando-se em pensar não mais se arrepiar, não mais macia correr nas mãos , não mais vestir o leve, não mais breve aconchego ao cansaço alheio. Percebeu-se seca, não mais dourar do sol, nem mais o molhar da chuva. Era apenas pele sem amor.

Milene Cristina

2 comentários:

  1. As vezes o amor é a própria pele. A pele sem ele fica fria, imune a arrepios. Mesmo a pele sem amor, o amor vem e se faz roupa, cobre a pele. Coisas separadas para um bem só.

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  2. Pasei sobre todo para darche as grazas, pero por desgraza hoxe non teño moito tempo. Outro día fico un rato máis. Polo dagora, douche a miña opinión sobre esta entrada.

    A pel sente coma un ser vivo. Un ser que murcha sen o amor, coma murcha a vida sen o sol. A chuvia pódese soportar. Pódese soportar o vento... pero non a soidade...

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